Caso Daniel: após ouvir testemunhas, delegado diz que 'não houve tentativa de estupro'


O delegado da Polícia Civil de São José dos Pinhais, Amadeu Trevisan, afirmou nesta terça-feira (6) que não houve tentativa de estupro por parte do jogador Daniel contra Cristiana Brittes, esposa do suspeito de assassinar o jogador.


A conclusão, segundo Trevisan, veio depois do depoimento de testemunhas, que falaram à polícia nesta terça-feira. O delegado afirma que as testemunhas disseram não ter ouvido nenhum grito de Cristiana, conforme relatou a família Brittes.


“A versão da tentativa de estupro, que nós estamos desconfigurando agora, com essas testemunhas, e bem como o arrombamento da porta também (...) para nós, o Daniel simplesmente estava na cama", disse o delegado.


Ainda conforme a polícia, o jogador estava muito bêbado no momento em que foi flagrado na cama com a mulher.


"Não houve a tentativa de estupro, mesmo porque o Daniel estava com 13,4 decigramas de álcool no sangue. Então, ele estava muito embriagado, estava muito aquém de conseguir realizar algum estupro”, ressaltou.


O corpo do jogador Daniel Corrêa Freitas foi encontrado em uma mata perto de uma estrada rural na Colônia Mergulhão, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, no dia 27 de outubro.


O empresário Edison Brittes foi preso e confessou, em entrevista à RPC Curitiba, ter matado o jogador. Segundo ele, o crime foi motivado porque Daniel tentou estuprar a esposa, Cristiana Brittes.


A esposa e a filha do suspeito, Allana Brites, também foram presas. As prisões são temporárias.


Depoimentos


O delegado ouviu jovens que participaram da festa na casa da família Brittes. Os nomes das testemunhas não foram divulgados.


Segundo o advogado das testemunhas ouvidas nesta terça, Ricardo Dewes, afirmou que seus clientes disseram ter ouvidos gritos do jogador, ao ser espancado, e não gritos de Cristiana, que afirmou ter gritado.


"Elas falaram que, na casa, no momento dos fatos, foi pedido para que nenhum deles se movimentasse enquanto o corpo do Daniel não fosse tirado da casa (...) Depois, eles foram ameaçados e foram coagidos até que saísse o carro", disse o advogado.


Categoria:Polícia

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